E agora, Eminência? Lancellotti e Haddad em campanha

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Então, caríssimo Cardeal... o que faremos?

Entendemos que o voto dos cidadãos é livre e não deve ser imposto aos fiéis, como por “cabresto eleitoral”, pelos ministros religiosos; nem devem nossos templos e organizações religiosas ser transformados em “currais eleitorais”, reeditando práticas de uma política viciada, que deveriam estar superadas. A manipulação política da religião não é um benefício para o convívio democrático e pluralista e pode colocar em risco a tolerância e a paz social. (...) Consideramos que a manipulação e instrumentalização da religião, em função da busca do poder político, não prometem ser um bem para a sociedade e não são coerentes com os princípios da liberdade de consciência e do legítimo pluralismo no convívio dos cidadãos. Além de tudo, isso poderia deixar divisões e feridas dificilmente cicatrizáveis no seio das religiões e das comunidades religiosas. - Cardeal D.Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo, techos da nota de repúdio "Política, com ofensas à Igreja, não!" em 13 de setembro de 2012
 
Quem quiser ver vídeos muito interessantes em que a Eminência ensina boas práticas para o voto, acesse aqui. Acredito que é hora do Cardeal ser coerente com suas palavras e procurar na própria diocese separar - finalmente - o joio do trigo. Caso contrário, vai parecer que pegou pesado com o PRB de Russommanno e faz vista grossa a politicagem do Júlio Lancellotti para o Haddad.
 
Não há nada mais prático para se cair no descrédito que ser incoerente. Criticar Russommanno e a igreja Universal por misturar religião e política, e deixar um padre participar de ato de campanha... hum... hum... hum... ruim, não?
 
Ah, gente, que coisa cruel estou escrevendo! Vai ver o Padre Júlio, em suas andanças pastorais, com seus menores e moradores de rua, estava tomando café numa padaria do Bom Retiro, ai passou o Haddad e eles apenas conversaram, ai veio o Jornal (ah, a mídia!) e tirou esta foto, fazendo ilações! Sim, ilações!
 
Semelhante dissolve semelhante, diz a regra da Química. Vamos relembrar, nesta matéria do Estadão, o currículo do Padre Júlio, este luminar do clero petista, este padre a quem Lula num comício já disse que daria suas criancinhas para ele cuidar... teve 8 anos  de governo e não deu (mérito dele?).  Publico o texto na íntegra para não me acusarem de manipular os recortes:
 
 

Polícia abre inquérito para investigar padre Júlio Lancellotti

Padre contou à polícia que vinha sendo extorquido por jovens há três anos, tendo pago R$ 80 mil

 
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar denúncia de corrupção de menor pelo padre Júlio Lancellotti. A investigação tem por base depoimento de uma ex-funcionária da Casa Vida 2, na Mooca, na zona leste de São Paulo. A entidade, ligada ao Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, teve o padre como um dos idealizadores.
 
Mantido em segredo de Justiça, o depoimento da mulher, que trabalhou na casa no período 1999 a 2000, revela que o padre teria mantido ato libidinoso com um rapaz, no fim de 1999. A instituição atende crianças portadoras do vírus HIV com idades entre 8 anos e 14 anos.   De acordo com o delegado André Luiz Pimentel, titular do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 5ª Seccional, a ex-funcionária contou detalhes do momento em que teria visto Lancellotti acariciar o rapaz. "Ela descreve como abuso sexual, mas seria um ato libidinoso. O próximo passo é identificar o menino e chegar na família", disse.
 
O flagrante teria acontecido acidentalmente, segundo explicou o delegado, e só não teria sido denunciado antes por temor de que ninguém a levasse a sério. "Ela disse que todos os funcionários comentavam o caso do padre, mas que nunca acreditou nisso, até o dia que viu."   A ex-funcionária foi ouvida na noite de terça-feira, 23, por três horas, e o depoimento foi gravado. Júlio Lancellotti será chamado para contar sua versão, mas antes o delegado quer reunir outras provas e depoimentos sobre a denúncia. A pena para esse tipo de crime é reclusão de 1 a 4 anos. Representantes da Casa Vida 2 também serão chamado para depor.   Para a polícia, o garoto que teria sofrido o suposto abuso seria um ex-interno da Febem, hoje Fundação Casa. No período da denúncia, Anderson Marcos Batista, hoje com 26 anos, acusado de extorquir Lancellotti, estava internado na Febem.   O delegado assistente Marco Antonio Bernardino Santos pede muita cautela no caso. "É preciso verificar a veracidade dos fatos apresentados. Apenas abrimos o inquérito. O padre é somente averiguado." Santos explicou que chegou à ex-funcionária por investigações. "Fomos lá (na casa dela) e insistimos para que viesse. Ela nos contou que já deu um depoimento relatando essa história para a imprensa, que ainda não foi publicado." 
 
Nesta quarta-feira, 24, a polícia também ouviu depoimento de um pedreiro que mora num dos quartos de um cortiço da Rua Catumbi, no bairro do Pari, que seria mantido por Anderson Marcos Batista. São 20 quartos alugados mensalmente a R$ 170 cada. O homem disse que, antes da denúncia, o dinheiro do aluguel era recolhido e entregue em um bar próximo do local. Mas agora há uma pessoa que faz o recolhimento pessoalmente, em nome de Batista.
 
Desde janeiro, o padre Júlio Lancellotti teria ficado desesperado com as contas e passou a pedir dinheiro emprestado a vários amigos. Ele teria afirmado que foi obrigado a comprar uma Mitsubishi Pajero em nome de Conceição Eletério, de 44 anos, mulher de Anderson Marcos Batista, de 26 anos, um ex-interno da Febem. "Ele (o padre) disse que está com os recursos (financeiros) exauridos", registra um depoimento à polícia prestado na segunda-feira.   Pessoas próximas ao padre Júlio teriam ficado preocupadas com o caso. O padre já disse não ter acesso às finanças do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto e informou que o dinheiro que financiou o carro é seu.   O religioso contou à polícia que vinha sendo extorquido havia três anos. Ao todo, teria dado R$ 80 mil. Foram R$ 30 mil só de entrada na Pajero, pagos à vista na concessionária André Ribeiro, no Shopping Aricanduva. A prestação é de R$ 2.012,92.   Como ex-funcionário da Febem, o padre tem vencimentos de R$ 2.330. Recebe ainda ajuda de custo mensal de R$ 1 mil da Paróquia São Miguel Arcanjo, e também R$ 1 mil da Casa Vida. Eventualmente recebe doações por casamentos e serviços religiosos. Procurado por telefone e também na Paróquia São Miguel Arcanjo, o sacerdote não foi localizado para comentar o caso.
Mas para não ficar apenas na acusação, acompanhem o desdobramento do caso, ainda não resolvido:
 

 
 
 
 


 
E ai, Cardeal? Que o Padre Júlio já teve sua cota de escândalos, teve. Mas todos são inocentes até que se prove o contrário. Publico apenas para demonstrar o quão salutar à Igreja paulistana tem sido este membro do clero, que ainda hoje partilha do presbitério em celebrações com Vossa Eminência.
 
Mas por andar em campanha com Haddad, ótima companhia, o que faremos? AInda mais a luz do perrengue que a Eminência, com toda razão e justiça, diga-se de passagem, teve com Russommanno sobre o uso da religião com política? Que seu Sim seja seu Sim, que seu Não seja seu Não, disse Nosso Senhor. 
 
Defendi e defendo a postura do Cardeal e da Arquidiocese no entrevero com o PRB. E reclamei do caso do Chalita lançando campanha na frente Catedral, pós-missa, elogiando que a Igreja não se meteu. Agora é hora de ser coerente. Medidas devem ser tomadas.



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5 comentários:

  1. Éééé....
    Vamos ver se dom Odilo vai manter a coerência... Eu como fiel, da região da Arquidiocese de São Paulo, cobro isso.

    Mas não acredito.. Se fosse campanha para o candidato da oposição ao PT seria mais provável...

    Tomara que queime minha língua e seja surpreendido. Rezo para isso.

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  2. Acho que quem derrubou Russomanno foi D Odilo e com esforçozinho dele - embora estivesse em Roma - poderia jogar no chão o PT também. Pena que estava distante; eu garantiria só se Dom Luiz Bergonzini estivesse vivo, uma fera, mas creio que nós 45 venceremos e pesquisas de Data e Ibop são do PT e falsas.

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  3. Dois pesos e duas medidas?

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  4. Frei Rojão, não sei se concorda comigo: desde Dom Hélder, Dom Casaldáliga, Dom Arns etc., assim como mais dezenas de padres traidores da Igreja e os comunistas que pertencem a essa tal Teologia da Libertação fazendo o joguinho do PT são uns dos maiores responsaveis de comunização do Brasil; se eles não tivessem bandeado pro comunismo e mantido apoio hoje o Brasil seria outro e nem a maldição do PT com o "Lulinha paz e amor", lembra-se, estaria no poder; prá mim votar no PT ou entrar nele é fazer pacto com o diabo.

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    1. Frei Rojao (nem logo, afinal, eu aprovo meus comentarios!)28 de outubro de 2012 21:19

      Wilson, concordo totalmente

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