O anticatolicismo tem sido considerado uma virtude

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Os mártires franciscanos do Marrocos
Museu de Arte Sacra do Convento de Mafra-PT
Este é um velho post do jornalista Reinaldo Azevedo a época do caso Williamson. Porém permanece atual.  Em seu blog, também escreve sobre os erros grosseiros que a grande imprensa faz ao simplesmente expor sobre a doutrina católica. Vale a pena ler:

Não é que a grande imprensa não se interesse pelos temas relativos à Igreja Católica. Ela se interessa, sim. O caso Williamson o demonstra. Mas a atenção tem um viés invariavelmente crítico e anticatólico. Que seja crítico, vá lá. É uma das funções do jornalismo. A constante anticatólica é que é o problema. Esse “anti” anteposto a qualquer outra religião logo despertaria a acusação de preconceito. E com razão. O anticatolicismo, ao contrário, tem sido considerado uma virtude. Assim, basta, como se diz por aí, “dar um pau” na Igreja, que o sujeito invariavelmente estará fazendo a coisa certa. Pobre da Igreja se algum criminoso se disser católico. Em vez, então, de ser considerado um mau seguidor do catolicismo, a religião é que será considerada má por abrigar pessoas como aquela... Há quem esteja seguro de que, não fosse a oposição da Igreja aos programas de controle da natalidade ("de planejamento familiar", na língua politicamente correta), o Brasil já seria um paraíso. É... É mais fácil brigar com Jesus Cristo do que com o governo Lula. E traz menos contratempos também.

Até havia uns dez anos, a grande imprensa contava com jornalistas que cobriam regularmente questões religiosas e que tinham as informações das linhas-mestras da doutrina ao menos. Hoje em dia, é diferente. Não só se ignora o essencial, como proliferam as tolices sobre temas periféricos. Quantas vezes vocês já leram, por exemplo, que a Igreja Católica se opõe ao uso da camisinha porque “só aceita o sexo para reprodução”? Vale dizer: um católico fiel à orientação só faria sexo com o propósito de ter filho. Onde é mesmo que está escrito isso? Em lugar nenhum! Podemos até nos opor à opinião da Igreja sobre o uso da camisinha, mas por que é preciso ser estúpido?
 
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O texto continua, e pode ser encontrado, como disse, em seu blog. É triste que continua mais atual que nunca


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