Não troco mesmo!

Nesses dias, aproveitei o feriado civil para visitar alguns fiéis que há muito não via. No caminho, tomando ônibus, mesmo estando com o hábito da Ordem Amuliana, um senhor engravatado sentou-se ao meu lado. Olhando-me de alto a baixo, puxou conversa: 

"- O senhor é padre?" 

E eu:

Não. Sou religioso.

Ele: 

"- Eu também!" 

E mesmo reparando o meu espanto, devido à roupa que ele trajava, logo conversou: 

"- Sou Pastor da igreja [....]. Sabe, "padre", faz tempo que quero conversar com alguém como o senhor: que sabe se vestir, que deve  gostar do que faz. Sou pai de 7 filhos, todos homens. Queria que seguissem a carreira como eu, mas não consegui levá-los para a minha igreja... Depois de alguns anos, a gente se sente meio sozinho. Nunca fui católico. Mas, confesso pro senhor que tenho vontade de conhecer a sua Igreja... Me sinto meio balançado..."

Eu:

- Que bom, meu irmão. A abertura e o querer ser de Deus realmente, são passos essenciais para os que querem abraçar a Fé! Além disso, primeiramente, não se culpe no todo por seus filhos. Todos têm a consciência das escolhas feitas. Se causaram desgosto para o senhor, lhos perdoe e acolha este perdão deles também. Porém, preciso ressaltar que o senhor já tem algumas "sementinhas" da Fé, realmente Católica. 

Explico: Primeiramente, é bom ter a consciência de que a única Igreja é a fundada sobre Pedro, que mesmo negando a Nosso Senhor, por amor, voltou e o Senhor Jesus lhe fez pescador de homens. Portanto, a Igreja é de Deus e não dos homens, apesar de fazermos parte Dela, como seus membros, seu Corpo Santo, uma vez que Cristo é A Cabeça; Ter o corpo separado da cabeça faz com que nos sintamos sozinhos sim. Mas, com os membros unidos, somos um-com-Ele.

***
A conversa se prolongou um pouco mais, pois o caminho era longo. Lhe afirmei as mesmas palavras de uma música do Pe. Zezinho, scj: "Sou santo e pecador e minha Igreja também é... Porém, não troco a minha Fé por outra fé!"

O que podemos colher de tal conversa é que precisamos estar sempre atentos às palavras dos que se achegam a nós e nos mantermos "firmes na Fé, combater o bom combate!" É esta firmeza e convicção que tantas pessoas esperam de nós!

Por fim, recitei alguns trechos da música do Pe. Zezinho (que ele conhecia de nome e pela música "Oração pela Família"), que podemos ouvir e ver no vídeo abaixo.







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