Tribunal, tribunal, tribunal... o destino diverso de peixes grandes e pequenos

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Ó meu caro Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição e semáforo de suas garantias e seus valores! Quando no cruzamento da ética duas garantias fundamentais disputam, é o STF quem diz "primeiro você, depois você". Assim o STF disse que a garantia à vida desde sua concepção é uma garantia de segunda ordem frente ao "bem-estar" da mãe (assassina) de seu filho anencéfalo que deseja abortar. Assim disse que a garantia à vida desde sua concepção é uma garantia de segunda ordem frente a "cidadania" já que um feto anencéfalo, em nascendo, não conseguirá virar um cidadão pleno (e pagador de impostos, ouso dizer com malícia). Deve ser o sétimo ou oitavo post que reclamo do STF no julgamento que considerei imperdoável no ordenamento moral e muito me feriu em meu senso de justiça, tanto na decisão, quanto nas bobagens que falaram contra a Igreja e o sentimento religioso. 

Eis que começaram as chicanas para livrar mensaleiros. Um primeiro ministro já condenou peixes miúdos e absolveu peixes graúdos. Que Justiça! Justiça Suprema! 

E são estes homens que decidem se um brasileiro não tem garantia à vida frente a outras garantias??? Com este tipo de decisão? Que pouco pode com os que podem muito mas pode muito com os que podem pouco?

São estes homens???

Quem ler o voto de Lewandowski e ver o destino diverso de Pizzolato e Cunha na sua decisão pense, ao ser tentado pela corrupção dos grandes: Aos pequenos é fácil condenar. Os grandes passarão impunes. Pode ser literalmente decisão do Supremo Tribunal! Portanto rejeitem o mal, rejeitem a tentação, rejeitem a corrupção, porque esta rede da Justiça da Cidade dos homens é inversa! Captura os peixes pequenos, deixa passar os peixes grandes nas suas malhas!

*** Em tempo, li no editorial do Estábulo de São Paulo que no Superior Tribunal, este mesmo Lewandowski que absolveu o peixão Cunha condenou um pescador que tinha pego DOZE camarões com rede inadequada no defeso. Não foram 12 tons, nem 12 quilos, foram doze camarões! Eis o juiz! Absolve os peixões, condena os pequenos camarões...



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