A condenação da Igreja à Idolatria

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Copio aqui ipse literis os textos do Catecismo da Igreja católica sobre a Idolatria. É o texto de um documento oficial, cuja fonte peguei do próprio site da Santa Sé. É texto público e oficial:


Meus leitores já o conhecem, mas sempre é bom reler. Quem não conhece, leia e pare de falar bobagens. Quem, portanto, afirmar que católicos adoram imagens ou que a Igreja ensina a idolatria é um mentiroso, está cometendo grave pecado e fazendo a obra de Satanás. Que seja anátema. Que o Altíssimo puna severamente quem insistir neste erro já que não pode mais alegar ignorância.


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2129. «Não farás para ti nenhuma imagem esculpida...» Esta imposição divina comportava a interdição de qualquer representação de Deus feita pela mão do homem. O Deuteronómio explica: «Tomai muito cuidado convosco, pois não vistes imagem alguma no dia em que o Senhor vos falou no Horeb do meio do fogo. Portanto, não vos deixeis corromper, fabricando para vós imagem esculpida» do quer que seja (Dt 4, 15-16). Quem Se revelou a Israel foi o Deus absolutamente transcendente. «Ele é tudo», mas, ao mesmo tempo, «está acima de todas as suas obras» (Sir 43, 27-28). Ele é «a própria fonte de toda a beleza criada» (Sb 13, 3).
2130. No entanto, já no Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado: por exemplo, a serpente de bronze (61) a arca da Aliança e os querubins (62).
2131. Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova «economia» das imagens.
2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta (63) ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada» (64). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve:
«O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem» (65).
Resumindo:
2133. «Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 5).
2134. O primeiro mandamento chama o homem a crer em Deus, a esperar n'Ele e a amá-Lo sobre todas as coisas.
2135. «Ao Senhor teu Deus adorarás» (Mt 4, 10). Adorar a Deus, orar-Lhe, prestar-Lhe o culto que Lhe é devido, cumprir as promessas e votos que se Lhe fizeram, são actos da virtude da religião, que traduzem a obediência ao primeiro mandamento.
2136. O dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem, individual e socialmente.
2137. O homem deve poder professar livremente a religião, tanto em privado como em público (66).
2138. A superstição é um desvio do culto que prestamos ao verdadeiro Deus. Manifesta-se na idolatria, bem como nas diferentes formas de adivinhação e magia.
2139. O acto de tentar a Deus por palavras ou por obras, o sacrilégio e a simonia são pecados de irreligião, proibidos pelo primeiro mandamento.
2140Na medida em que rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra o primeiro mandamento.
2141. O culto das imagens sagradas funda-se no mistério da encarnação do Verbo de Deus. E não é contrário ao primeiro mandamento.

Referências
61. Cf. Nm 21, 4-9: Sb 16, 5-14; Jo 3, 14-15.
62. Cf. Ex 25, 10-22: 1 Rs 6, 23-28; 7, 23-26.
63.  São Basílio Magno, Liber de Spiritu Sancto, 18, 45: SC 17bis. 406 (PG 32, 149).
64. II Concílio de Niceia, Definitio de sacris imaginibus:DS 601; cf. Concílio de Trento, Sess. 25ª, Decretum de invocatione, veneratione et reliquiis sanctorum, et sacris imaginibus: DS 1821-1825: II Concílio do Vaticano, Const. Sacrosanctum Concilium, 125: AAS 56 (1964) 132: Id., Const. dogm. Lumen Gentium, 67: AAS 57 (1965) 65-66.
65. São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 2-2. q. 81, a. 3, ad 3: Ed. Leon. 9, 180.
66. Cf. II Concílio do Vaticano, Decl. Dignitatis humanae,15: AAS 58 (1966) 940.



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Um comentário:

  1. .O DEVIDO USO DE IMAGENS NA IGREJA CATÓLICA É BÍBLICO
    A permissão de fazer e venerar imagens de parte de Deus é viável, alguns exemplos: Ex.: Ex 25, 17-22 Deus mandou instalar sobre o propiciatório 2 querubins, e por isso a Bíblia costuma dizer que ” Senhor está assentado sobre os querubins”, vejam: 1 Sm 4,4; 2 Sm 6,2 ; 2 Rs 10-15 e Sl 79,2; 98,1. Bem, em Nm 21,4-9, a serpentes de bronze, 1 Rs 7,28s a descrição dos ornamentos do Palácio de Salomão, bois, leões, querubins, etc., em 1 Rs 6,29s a ornamentação das paredes do Templo, em 1 Rs 7,23-26 o mar de bronze sustentado por 12 bois de metal etc. À passagem da Arca da Aliança todos os judeus se prostravam com o rosto no chão quando conduzida por entre o povo; uma imagem, não?
    É Cristo-Igreja de Cl 1,18 Cl 1,24 Ef 1.22-23 e 1 Cor 12,12s etc. a única dentre todas as existentes de fundamentação teológica e afastar-se da Igreja para se filiar a uma das instituições sectárias religiosas humano-fundamentadas é idolatria. Diz o Catecismo Católico, n° 846:…Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiseram nela entrar ou nela perseverar. Os primeiros cristãos ornavam os locais de suas reuniões de celebrações da Palavra e da Eucaristia com figuras e ícones alusivos ao tema, comprovam-no documentos e ruínas.
    Quanto a ajoelhar diante de imagens, melhor, ícones, na Igreja é atitude de veneração, permitido visando o objeto da imitação; em Ex 18,7: Moisés prostra-se aos pés de seu sogro, saudando-o e em Gn 43,26 ...José, pois entrou em casa, e eles ofereceram-lhe os presentes que tinham nas mãos; e saudaram-no, inclinando-se até à terra etc. O problema é haver muitos católicos de comportamentos ignorantes de cultuar imgens em detrimento a Jesus: desconhecimento da doutrina da Igreja; são-no apenas de batismo ou pouco mais, muitas vezes sincréticos, frequentando a Igreja e simultaneamente seitas, espiritismo, umbanda, etc.
    Aliás, há muitas seitas protestantes em seus templos com figuras de abóbodas celestiais, anjos, tronos, arcas, etc., e quase todas possuem traços subliminares de esoterismos, mesmo aqui no Brasil, e cultos assemelhados a centros espíritas como: expulsões de supostos maus espíritos para curas - um pastor ao se enfermar não convoca outro a exorcizá-lo, só nos outros; vai ao médico. E mais: histeria geral, pessoas em aparentes transes...; na Europa e USA muitas têem figuras e imagens de seus venerandos; à verdade, sucede isso por divergirem entre si nas milhares de seitas, em que cada uma põe e dispõe de acordo com a ideologia do proprietário; é incrível: no You Tube há pastor(?) afirmando: "cruz é sinônimo de maldição, é palhaçada" e outros acusando reciprocamente de heresia e de pertença à maçonaria...
    Outra atitude é adorar imagem, fazê-la seu deus em detrimento do Senhor Deus verdadeiro, ações de pagãos, de supostos católicos candidatos a futuros sectários evangélicos, preferindo servir-se em"self-services" doutrinários, com menu ao paladar de cada cliente, atendido em balcões mercantil-religiosos por fantoches de Satanás.
    Idem, é sobrepor a riqueza, poder, dinheiro a Deus, ou agregar-se a uma das quase 50 000 mil seitas paradoxas ou dissensão à Igreja católica, Ele mesmo, única historicamente remanescente de Si.
    Quanto à devoção à SS Virgem nem Lutero, pai dos protestantes a desprezava jamais, incentivava-a; na Europa e USA a devoção é bem aceita; depende do proprietário da seita de a admitir ou não.

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