Os milagres de Santo Antônio hoje serão os de lavar seu dia

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Por que o Dia nos Namorados é em 12 de junho?

Porque é véspera do dia de Santo Antônio, hoje, 13 de junho.

Nem vou reclamar o que fizeram do nosso português, Santo Antônio, "o santo dos casamentos". Na vida, e na Vida Eterna, Antônio de Lisboa e de Pádua, como bom católico, abençoa o casamento com as duas mãos. Se quis a sabedoria popular (quiçá pelos efeitos misteriosos do Paráclito) dar a Antônio, post-mortem, o carisma de unir casais e fazer famílias, louvado seja Deus que até seus servos junto a si põe a trabalhar na vinha. 

Santa Teresinha, que só saiu da França uma única vez e foi para Roma, tornou-se, depois de morta, "padroeira das missões". Nem São Francisco Xavier, que suou na Índia teve este apanágio. Mas os desígnios de Deus são misteriosos para com seus servos. E fazendo eco às palavras do próprio Antônio, "é Cristo quem envia os santos a irem cumprir suas missões."

Felizes seríamos se o dia de Santo Antônio e sua véspera fosse dedicado a meditar sobre o casamento e a formação de famílias - ouso dizer que em nossos dias, uma missão tão santa, importante e necessária quanto às de Moisés e de Paulo. Mas não deixo de ficar enojado quando vejo transformado no "dia dos namorados". Ataca meu fígado pensar que relações tão frágeis, infantilizadas e sexuais como o "namoro" sejam celebrados. A maioria dos casais não parecem ter maturidade nem para jogar amarelinha em dupla, quanto mais se unirem. 

Quando vejo promoção de motel no dia 12, fico particularmente doente. E peço a Deus - irônico até na oração - que todos anticoncepcionais falhem e que todas as mulheres engravidem, se é possível tirar um bem do mal, a fornicação. Pelo menos há de se gerar crianças para nossa sociedade carente de jovens que paguem a previdência para nós, velhos. Nossa geração foi engabelada por um falso e bocoió Malthusianismo que já cobra seu preço. Malthusianismo imbecil às inversas de uma sociedade de velhos e cheio de comida nas gôndolas do supermercado. Ao invés da carestia, a agricultura cada vez mais gera abundância. Ao invés de superpopulação, falta de crianças. Ó Paulo VI, tu foste o Jeremias de nosso século! Paulo VI falou, Paulo VI avisou...

Meu Santo Antônio, meu Santantoinho! Eis um belo milagre para um taumaturgo como és: Ponha juízo na cabeça de nossa geração! Seria este um milagre maior para um homem que, em vida, em nome de Cristo, ressuscitou os mortos, bilocou-se, pregou aos peixes e converteu uma dúzia de bandidos?!



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