Vão chorar no colo do bispo! Ops, não porque o Estado é laico!

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Invoco a Santíssima Virgem, Nossa Senhora dos Mártires, intercessora máxima junto a Nosso Senhor.  Que nossa Indignação pela Justiça Violada seja oferecida como um sacrifício agradável a Deus, e clamamos para que o cálice de Sua Ira não tarde a se derramar, porque é grande o pecado sobre a Terra, e a perseguição que se abate sobre a Igreja é forte.

O crime que o juiz Pôncio Pilatos (Os magistrados romanos reuniam em si os três poderes, a divisão de poderes deles era diferente da nossa) carrega para sempre foi o crime de julgar de acordo com a plateia não de acordo com a justiça. Sendo assim, mandou condenar um inocente e ganhou o primeiro lugar no campeonato universal da Covardia.

Crime que o Supremo Tribunal Federal cada vez mais se esmera. Cada vez mais o STF  rasga a Constituição e julga de acordo com a plateia, com os grupos de pressão, com o Zeitgeist, que mais assobra que um Poltergeist! Rasgou o direito a propriedade e condenou fazendeiros de Roraima à fome. Rasgou a Constituição que preconiza o casamento entre homem e mulher e entronizou o casamento entre o mesmo sexo. Rasgou o direito à vida em sua concepção e autorizou o assassinato de seres humanos anencéfalos ainda no ventre das mães. Finalmente, rasgou a igualdade constitucional e declarou que negros são mais iguais que os brancos. Hitler estaria orgulhoso! Em vão nós católicos lutamos contra ele! Venceste, ó bigodinho!

Claro que tinham argumentos! Argumentos vários menos seguir o texto. Sempre haverá penas de aluguel defendendo que o branco é preto, coisa que os profetas hebraicos lá na sua época já denunciavam. Não precisa ir até à “Escola de Frankfurt” nem à “Escola de Sodoma” para justificar o direito violado, não? Afinal, Pôncio Pilatos só estava atendendo “ao bem comum” evitando uma revolta ao condenar um inocente, não? Vida por vida! É a tal “Moral Utilitária”. Utilitária para o Inferno!

O aborto de anencéfalos foi cantado em verso e prosa como algo, belo, justo e bom. Pelos mesmos que agora deploram a instituição do racismo pelo STF. Achei muito curioso o Editorial do Estadão, louvando o “caráter técnico” desta decisão do Supremo. OK, choquem o ovo da serpente, ela ficará forte para pícá-los. Uma semana depois, estava deplorando o racismo instituído neste pais nas cotas. Ué? Cadê o ‘caráter técnico’ que foi louvado? Bem se vê a falta de credibilidade do jornal, que, alias, esta cada vez mais anti-religioso. Dão uma coluna para D. Odílo Scherer aos sábados, e depois nos atacam os outros sete dias. Caráter técnico é concordar com eles, né? Caifás deve ter louvado também o ‘caráter técnico’ da decisão de Pilatos. E tragam as bacias de água!!!

Eu só digo uma coisa agora: “Vão chorar no colo do Bispo!“. Ops, no do bispo não! O Estado é Laico, né? Ouço isto sete vezes ao dia para justificar que como religioso não devo abrir a boca, como se moral não fosse algo universal, como se como cidadão não tivesse o direito constitucional de defender seus valores, valores estes que não são apenas religiosos, mas naturais.

De volta sobre o Estadão, curioso uma matéria este domingo, em que os Talibans do Darwinismo nas Universidades brasileiras, estes campos de jumentalização em massa (a frase não é minha, mas de um filosofo, no qual incluo as PUCs),  se unem contra um professor que OUSA dizer que o darwinismo não está correto. Estes darwinistas são muito dogmáticos, né? No pior sentido do termo que usam contra nós.  Ué, a ciência não evolui pelo contraditório? Por que querem calá-lo? E rigorosamente ele está correto nos argumentos da falta de provas do Darwinismo. Na outra página, mostra um estudo reclamando da “suposta” incompatibilidade nas crenças dos jovens brasileiros, porque diz um estudo – ah, estes estudos que não estudaram nem provam nada – que os jovens não veem incompatibilidade entre ciência e religião. E NUNCA HOUVE! O papa João Paulo II já disse, São Tomás já disse, mas continuam pisando e repisando esta mentira. Como poderia haver, se a ciência é filha da Igreja católica, e contém o DNA da busca pela verdade da Mãe?

No mesmo número (está demais!) seu editorial compara a atuação da bancada evangélica (infelizmente, a única bancada cristã que temos) os muçulmanos que querem fazer da Sharia, a lei islâmica, também a lei civil. Estúpidos! Estúpidos e de má fé! Não sabem que o Cristianismo por essência contém em si a separação entre estado e religião que no Islamismo não tem? Tanto é que desde o primeiro momento o Cristianismo teve a Igreja católica, uma instituição que nunca pode haver no Islã! Vão estudar, vagabundos morais!

Não reclamem quando os tribunais de Pilatos pisarem em seus calos. Tiraram os direitos dos fetos, tirar a igualdade entre os homens, tirar o direito da imprensa é um passo. Ai, não adianta chorar no colo do bispo. Afinal, o estado é laico e os religiosos tem apenas o direito de ficar calados, né?


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