O Gerador de Improbabilidade Infinita

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3 Comentários

Frei , me permita discordar , a estatisca mostra como possível um universo sem Deus,nem os milagre de Lourdes, pelo contrario, a estatisca mostra que , por exemplo, para a vida na terra chegar no estagio em que estamos, considerando o tempo entre as mutações dos serar, pela teoria de Darwin, o universo teria que ser oito vezes mais velho.

Na verdade a probabilidade de certos acasos que os materialistas sustem ferem a lei da probabilidade que diz que qualquer acontecimento com probalidade menor que um ponto(1 divido por dez a oitava se não me engano) é simplesmente impossível.

Discordo, e discordo feio. Você não entendeu o que é probabilidade e está sendo determinista.

Vou dar uma de Diógenes e vou provar pela ação. É que Diógenes derrubou o paradoxo de Zenon simplesmente andando de lá para cá. Isso antes de Leibniz e o cálculo diferencial, que verdadeiramente explicou tudo, já que o limite de Aquiles tende a um.

Imagine que você tenha uma bolinha preta em 6 * 10^23 bolinhas brancas (olha só, meu caro Avogrado!). Para os leigos, uma preta em 600.000.000.000.000.000.000.000 bolas brancas, ie, seiscentos quaquilhões de quaquilhões. Você agita elas num saco e tira completamente aleatoriamente uma bolinha. É a preta! Por que não seria? Sorte existe neste mundo, ora bolas!

Por que você não pode jogar uma moeda um bilhão de vezes e cair um bilhão de vezes cara?

É que nem a equação de Drake. Supondo que ela está certa nos números, em tese, ela não está errada se não se achar vida fora da Terra. A probabilidade é teimosa e encardida, mais geniosa que os deuses do Olimpo.

Especialmente se você levar em conta o caráter infinitesimal do tempo (olha o Zenon de novo). mas você está falando das mutações e do tempo, portanto está contando o tempo dos lançamentos. Ainda assim sua tese é infundada. Se houver uma possibilidade do evento, mesmo em um única "oportunidade", mesmo que seja minúscula microscópica nanométrica de cacetadas de zeros após a vírgula, menor que o menor número natural já concebido pelo homem ou suas máquinas, enfim, este neutrino de probabilidade, este peido metafísico diluido de chance, se este evento ocorrer, ele é natural e verdadeiro. O acaso é isso. O improvável acontece de maneira natural. Vou dizer que está errado porque aconteceu? Só vou lamentar ter desperdiçado esta chance única em bolinhas pretas e brancas, não na Megasena acumulada. Sobrenatural será se as leis da Termodinâmica fossem violadas. Já o improvável é natural.

Finalmente, resta aquele diálogo do excelente Guia do Mochileiros das Galáxias, livro e filme muito bons, que o ateismo militante do autor não conseguiu estragar.

- Mas isto é impossível!
- Não, apenas muito improvável.

Por outro lado, vejam o pântano intelectual dos ateus. Havendo tantas provas filosóficas e racionais da existência do Criador, e havendo tantos indícios científicos apontando uma razão superior organizando tudo que ai esta, seja a nivel cosmico ou biológico, preferem se entregar a sutilezas probabilísticas, de chance bem baixa. Aplicassem logo a lâmina de Occam e concluir que entre tantos indícios naturais, tantas provas filosóficas e tantas certezas teológicas versus uma probabilidadezinha mal-explicada e calculada, há uma razão muito simples, certa e lógica, ainda que sobrenatural, do que uma bem improvável e natural.


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3 comentários:

  1. Sou físico teórico (apesar de ter mudado para computação e eletrônica há muitos anos) e sempre achei interessante a teoria quântica, por permitir probabilidade não-nula para certos eventos ditos "milagrosos". Deus criou as regras e faz com que o universo D'Ele se comporte conforme as regras que ele criou. O fato de um milagre ter explicação científica não invalida Deus. Ele conhecia o que haveria de acontecer e usou desse fato, para por exemplo, ditar sua profecia.
    A cosmologia, parte da física que tenta "livrar o mundo de Deus" comete uma gafe fenomenal quando postula o big-bang. Ora, se o "nada" consegue explodir criando materia e anti-matéria em determinado instante, sem nenhum fato causador, porque não poderíamos por a mão de Deus fazendo isso?
    Probabilidades muito pequenas não significam fatos que não podem ocorrer. Quando colocamos uma curva de sino (gaussiana) classificando observáveis, estamos apenas agrupando nossas medidas experimentais em um comportamento esperado. Quando um ponto sai muito fora da curva, inexplicavelmente, costumamos dizer que a nossa teoria está errada. Ora, a experiência nunca pode estar errada, nós é que criamos modelos aproximados, falíveis. Deus pode ter colocado esse ponto fora da curva para mostrar que ele é Senhor de tudo.

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  2. Tá tudo muito bem, e bom, mas depois o senhor traduz pra português, tá, frei? :@ (essa eu vou deixar anonimo, por gosto :X )

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  3. Frei, eu de novo, discordo de seus argumentos, não é determinismo , mas certas coisas simplesmente não acontecem, um dado pode cair 6 vezes no 6, mas nunca vai cair 200 , eu precisaria de um tempo para elaborar isso com referencias e formulas, mas é um fato matematico.
    Seria uma conversa interessante para manter,me desculpe por não ter tempo agora(meu filho nasce por esses dias dias,rsrs), na verdade eu escrevo mais para comentar algo sobre ateus,ciencia e o Criador:
    Os fisicos ateus hoje enfrentam um problema, a precisão das leis fisicas que possibilitaram o universo é tamanha( uma variação na 23ª casa decimal na constante gravitacional geraria no lugar do nosso universo ou uma nuvem de gas ou um buraco negro dependendo do sinal)que a idéia de um universo sem criador soa absurda até para eles.
    Como "resposta" eles criaram a teoria do plastico bolha, onde existiriam infinitos universos, ela torna , de fato bem plausivel um universo sem criador, só que... ela torna tudo plausivel, caso isso seja real, eu posso dizer que em algum universo Frodo e Sam estão a caminho de mordor,rsrs,o fato é que não existem conjuntos infinitos não teoricos( os numeros naturais por exemplo são potencialmente infinitos, mas não dá para contar até infinito, embora na teoria matematica o infinito seja comum, como aprendemos no calculo diferencial)

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