Confiança é como cristal, depois que racha, não solda mais

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Minha Nossa Senhora da Conceição Aparecida, protegei a Terra de Santa Cruz!

A CNBB apoiou ontem os protestos contra a corrupção?

Avis rara supra terram!

Por que meu fígado reclama? Ulisses debateu com seu coração, Rojão debaterá com seu fígado: O que há de errado, ó figadal e hepático fígado, para que ourices sua bílis?

O fígado, sábio fígado de muitas hepatites, responde que foram anos de Gritos dos Excluídos e apoios velados (e nem tão velados) ao PT que o fazem estranhar.  Confiança é como cristal, depois que racha, não solda mais. Temo a CNBB até quando parece fazer o certo! Especialmente sabendo que ela está recheada por uma burocracia de leigos petistas que não fazem o que os bispos querem, mas o que supostamente a tal CNBB - esta entidade abstrata que querem fazer de porta-voz da Igreja - quer. Querem, e conseguem muitas vezes, transformar a CNBB num satélite do petismo.
Já disse, o governo da Dilma é o prenúncio do governo da Besta do Apocalipse. Como o Apocalipse ainda não chegou, ficamos apenas com o governo da Besta da Dilma.

E quanto aos protestos? Hum... empolgo e não me empolgo. Podem me crucificar no que vou dizer, mas até acho, como Hegel, que há uma marcha da História. Só que ela não leva a lugar nenhum! (Xô, socialismo, xô!). Para mim (e esta é a grande diferença entre Hegel e Rojão) a marcha da História humana é mais um andar do bêbado, um movimento browniano de tolos, cheia de som e fúria, significando nada (parodiando o Bardo com um tiquinho de Mecânica Quântica). A despeito disso, o Reino de Deus é como um grão de mostarda que se torna a maior árvore da terra.

Para onde vamos? Para lugar nenhum. Capaz de voltarmos ao mesmo ponto, só que com mais iPads, mais Blue-Rays e de idade um pouco mais avançada. Só que tenho a firme consciência que o Espírito do Senhor paira sobre as águas caóticas da criação, moldado ativamente em seus inefáveis e bons desígnios, misteriosos para nossas cabecinhas de criaturas. Esta é a Esperança, virtude teologal.

Minha Nossa Senhora da Conceição Aparecida, protegei a Terra de Santa Cruz!


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3 comentários:

  1. Agradeço o convite, mas acredito que seria uma conversa infinita. Temos visões diferentes.

    O Concílio é ambíguo (ruptura e continuidade) e possui vários pontos questionáveis, principalmente sobre a reforma litúrgica - e como sabemos, lex orandi, lex credendi. A FSSPX trabalha para o fim da Crise na Igreja mesmo sem situação canônica regular. Rezemos pelo dia 14 de setembro. Apesar dos modernistas no Clero, Bento XVI é o "Reformador da Reforma".

    Gosto bastante da idéia do blog, mas esse é um assunto delicado que exige uma análise cautelosa, que vai além do tom do personagem "Frei Rojão". Mas obrigado pela conversa no twitter e seguirei acompanhando o blog.

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  2. Personagem, eu?! Humpf... ora bolas, era só o que me faltava...

    Só dois reparos e meio:

    1- a Escritura é ambígua, mas há o magistério para esclarecer. Sendo assim, qualquer ambiguidade em qualquer documento é esclarecida pelo magistério.

    2- Os documentos conciliares não foram responsáveis pela reforma. Ele pediram que se reformasse, mas não foram os autores da reforma, da mesma maneira que o dono de uma casa pede uma reforma, mas o responsável final da forma da reforma é um pedreiro. Se a parede nova saiu torta recai no colo do proprietário, mas efetivamente é culpa dos pedreiros (belo duplo sentido aqui).

    2,5 - Não gosto do termo "modernista". É um cavalo de Tróia em que você pode pôr tudo dentro. As antigas heresias eram cuidadosamente definidas doutrinariamente, inclusive no que diferiam da ortodoxia. O grande erro de São Pio X foi querer definir uma heresia genérica, e aglutinar nela idéias muitas vezes contraditórias (afinal, uma heresia tem coerência interna). Ele devia sim combater todos os erros que elencou - COM RAZÃO E MUITO BEM ELENCADOS - mas não rotulá-los na mesma coisa, o que causa confusão até hoje. A tentativa de criar "mãe de todas as heresias" virou uma doença auto-imune, cujo rótulo odioso agride católicos ortodoxos das mais diversas matizes.

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  3. Lendo esse interessante artigo hoje, sr frei, creio que os bispos da CNBB deveriam ser mais duros com a possível infiltração da Teologia da Libertação e outras indevidas, serem mais contundentes ao se pronunciarem ao povo com se sabotados, lidarem com pessoas de alta confiança nos quadros da CNBB, arranjarem um canal único de notícias e idem jornal oficial para se evitarem como disse algo de uma "CNBB paralela".
    O falecimento de D Bergonzini pareceria ter sido castigo por tanta inercia nossa, elegendo o PT e talvez muita "prudencia" deles, poderia sugerir "omissão", quando deveriam ser mais rígidos e não contemporizarem com os TLs, todos são uns "cumpañeros".
    Frei TL Susin, por ex., fazendo conferencias na CNBB deveria ser por si mesmo dispensável, assim como publicamente reprovarem todos os Boffs da vida.

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