As asneiras de um dominicano

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Estes antigos dominicanos nunca acharam que a Igreja estivesse descentrada em Cristo

Num texto recheado de platitudes anti-Israel sobre a questão palestina, o dominicano Frei Bento Domingues solta esta pérola querendo fazer uma analogia bucéfala:

(...) Esta perspectiva só foi possível  (no Concílio Vaticano II)  porque a Igreja abandonou a idéia de ser o centro de tudo. Foi-se descentrando para Jesus Cristo, para as outras igrejas cristãs, para as outras religiões não-cristãs e para o mundo, nas suas tristezas, alegrias e esperanças

No jornal português "Público", 09 janeiro de 2011

Ô meu São Domingos! Ô meu São Domingos!

Uma das atitudes mais desprezíveis intelectualmente é atacar o adversário pelo que ele não fez nem nunca disse. Frei Bento, nunca em momento algum de sua História a Igreja "se colocava no centro de tudo" e se "fechava a Jesus Cristo" (dói só de ouvir). Desafio-te publicamente a demonstrar qualquer documento histórico com credibilidade neste sentido. Se fosse vosso superior, se a Ordem dos Pregadores ainda tivesse brios, eu te suspenderia na hora até retratação seguida de penitência severa a pão e água.

Se VOCÊ pensa que a Igreja fazia isto, azar seu. Coloque claramente que é sua e somente sua opinião. Opinião atrasada, opinião errada, opinião herética. Não ouse atirar gatos mortos no quintal da Igreja pré-conciliar e dizer que é culpa da Igreja antes do Vaticano II. Você queima o Concílio assim.

É plenamente histórico que Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso já existiam bem antes do Sacrossanto Concílio Vaticano II, talvez não tão fortemente patrocinados, mas já havia. Diálogos com a Igreja oriental há desde o século V. Quanto a se descentralizar para o mundo, nas suas tristezas, alegrias e esperanças, o que isto significa? Salada de chavões sentimentalóide. Teria São Domingos, fundador de vossa ordem, fechado-se para o mundo, nas suas tristezas, alegrias e esperanças? Ele que tanto vestiu os pobres e anunciou a fé católica? Que diabos é fechar-se para o mundo, nas suas tristezas, alegrias e esperanças? E aqui entre nósque alegrias e esperanças o mundo pode ter sem Jesus Cristo, testemunhado pela Igreja católica nestes 2000 anos? Só tristezas. Tristezas o mundo tem abundantemente, de fato. Já a Igreja anuncia a alegria, a alegria do Evangelho e da Salvação.

Esta análise de uma mentirosa "hermeneutica da ruptura" é o que colabora com a incompreensão do Sacrossanto Concílio Vaticano II. Ruptura que nunca nenhum documento conciliar nem papa apoiaram.


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3 comentários:

  1. Frei, a TL acabou com os dominicanos... Quando eu estava discernindo minha vocação fiz encontros com eles em São Paulo. Gostei muito da figura de São Domingos e da essência do carisma, mas o convento parecia mais um diretório de partido do que outra coisa... Ninguém merece!

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  2. Infelizmente estamos vendo como demora para se tomar uma atitude que coloque o frei na linha.
    Temos muitos exemplos de Dominicanos, Jesuítas e Franciscanos que tem andado bem à margem da heresia e de vez em quando pisando em terreno estranho à doutrina católica, mas que estão por aí flertando com "escolas" de pensamento um pouco "diferentes".
    Só vão tomar uma atitude quando o frei disser de vez que Jesus Cristo não queria fundar Igreja nenhuma.

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  3. Sou protestante e acho que o Vaticano II da Igreja do Papa só acertou em anular a esquizofrenia antibíblica que era a Missa do Papa que diziam ser um tal de "sacrifício incruento" para ser um - com todo realismo bíblico ou cristão - memorial, banquete e comemoração da rendenção dos pecadores mediante o sacrifício do divino Filho Deus Jesus Cristo. No mais, acho que é temeroso você apoiar um conciliábulo como o Vaticano II, caro Frei, o qual simplesmente, pelo que sei, desfigurou a sua instituição eclesiástica multissecular.

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