O número de Ministros da Eucaristia

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12 Comentários
Frei, sou ministra extraordinária da Eucaristia aqui na paróquia XXX da diocese de YYY. Uma coisa que sempre tenho dúvida, quantos ministros precisa ter. As vezes acho que tem de muito, as vezes acho que tem de pouco

Frei Rojão responde:

A instrução neste caso manda usar o Bom Senso, mas isto anda meio em falta nas dioceses brasileiras. Os ministros extraordinários não são ordinários, são EXTRA, são a mais. O ideal é que a comunhão não demore muito. O que é "demorar", vai do raio de bom senso, que é o nó górdio eclesiástico. Um dia no futuro eu falarei como resolvi esta equação. Não há absolutamente diferença alguma em receber a comunhão da mão do sacerdote ou do ministro leigo, e erra, eu diria até em cisma, quem faz acepção de ministro e padre, porque contraria as instruções atuais, tirando autoridade do magistério corrente.

O que me deixa puto são duas coisas:

Padre que não distribui comunhão. O padre é o ministro ordinário. Se o ordinário ordinariamente não faz seu trabalho ordinário, os extraordinários ficam ordinários... in summa, fica uma missa ordinária mesmo. E fica o padre com cara de bunda sentado no altar reparando quem veio na missa e como veio, enquanto o corpo de Cristo trazido pelas suas mãos à terra está longe de suas mãos.

O problema não são o número de ministros, mas o número de missas. Por mais que abarrote de ministros,  e que se consagre uma caixote de hóstias sobre o altar, os templos são limitados em suas capacidade de receber fiéis. O povo precisa de tantas missas quanto necessário para todo mundo cumprir confortavelmente o preceito dominical. As igrejas não devem lotar com gente saindo pela porta, se preciso ter dez missas para suprir a demanda, dez missas deve haver.

Vejo paróquias imensas com padres jovens tendo apenas DUAS missas dominicais, e quase nenhuma semanal. Isso é um acinte! O que esses padres andam fazendo da vida? Coçando? Celebrar missa tem periculosidade ou insalubridade? Demanda excessivo esforço físico? É ergonomicamente desgastante? Dá Lesão por esforço repetitivo? É cancerígeno? Que nada! Bando de padres frouxos e folgados! Cozinheiro gasta a barriga no fogão, lavadeira no tanque e padre no altar. Se um padre não está no altar e não está no confessionário, está provavelmente perdendo tempo. 

Até mesmo quando escreve em blogues, mea culpa!


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12 comentários:

  1. Exatamente, Frei!

    Em muitas paróquias Brasil afora o extraordinário se tem feito ordinário. Acerca disto, ensina o Magistério:

    “O ministro extraordinário da sagrada Comunhão poderá administrar a Comunhão somente na ausência do sacerdote ou diácono, quando o sacerdote está impedido por enfermidade, idade avançada, ou por outra verdadeira causa, ou quando é tão grande o número dos fiéis que se reúnem à Comunhão, que a celebração da Missa se prolongaria demasiado (Instrução Immensae caritatis, n. 1: AAS 65). Por isso, deve-se entender que uma breve prolongação seria uma causa absolutamente suportável, de acordo com a cultura e os costumes próprios do lugar.” (Redemptionis Sacramentum, nº 158) (grifo meu)

    Como visto, os ministros extraordinários da Sagrada Comunhão não devem fazer o que ordinariamente é próprio do sacerdote, mas os casos em que os leigos devem tocar o Corpo do Senhor foram suficientemente claros e elencados, para não haver abusos acerca da distribuição da Sagrada Comunhão, repudiados pela própria Redemptionis Sacramentum (nº 157):

    “Se habitualmente há número suficiente de ministros sagrados também para a distribuição da sagrada Comunhão, não se podem designar ministros extraordinários da sagrada Comunhão. Em tais circunstâncias, os que têm sido designados para este ministério, não o exerçam. Reprove-se o costume daqueles sacerdotes que, apesar de estar presentes na celebração, abstêm-se de distribuir a Comunhão, delegando esta tarefa a leigos.” (grifo meu)

    A tarefa de distribuir a Sagrada Comunhão não compete a leigos, mas aos ministros ordinários, conforme disposto nos cânones da Sagrada Comunhão do Concílio de Trento: “Na comunhão sacramental sempre foi costume da Igreja de Deus receberem os leigos a comunhão das mãos do sacerdote, e os sacerdotes darem-na a si próprios, quando celebram. Com razão justa se deve conservar este costume como proveniente da Tradição Apostólica.” (Denzinger 881)

    Obviamente, como salientou o Frei, que o Cristo é o mesmo, tanto distribuído pelo Sacerdote quanto pelo Ministro Extraordinário, mas sempre que há a possibilidade de eu comungar das mãos do ministro ordinário, eu o faço.

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  2. ICH... O IVO AI NAO GOSTA DE MINISTROS EXTRAORDINARIOS, SE PERCEBE NAS ENTRELINHAS E NOS GRIFOS....
    Tentou concordar com voce rojão, MAS discordou nas entrelinhas ...

    PRA QUE TANTA CISMA GENTE?

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  3. De forma alguma. Nada contra os Ministros Extraordinários, mas os ordinários devem saber do seu papel, e que os extraordinários devem suprir necessidades que o número de sacerdotes e diáconos não seria suficiente. Comungo das mãos dos extraordinários, mas dou preferência aos ordinários. Apenas atentei para os abusos que muitos sacerdotes cometem. Por isto, a Redemptionis Sacramentum destaca: "verdadeira causa" para que haja um ministro extraordinário auxiliando o sacerdote na distribuição do Corpo de Cristo. Um exemplo em que a presença de ministros é perfeitamente lícita é no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em que mesmo o número de ministros extraordinários não é suficiente, sendo necessário distribuir a Santíssima Eucaristia após a Santa Missa, na capela.

    Sacerdote que senta no presbitério enquanto ministros leigos distribuem o Corpo de Cristo? No mínimo, é um absurdo! Isto sim, eu não concordo.

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  4. AH... agora voce foi mais claro IVO. Desculpe!

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  5. Olá Frei Rojão,
    Certa vez ouvi numa palestra, que antes da morte e ressurreição de Cristo, as almas não passavam pelo juízo,(ficavam como no aguardo) pois o Cristo ainda não tinha ressuscitado e assim não haveria possibilidade de lavar nossos pecados. Será que é isso mesmo? Eu ouvi bem? fiquei muito confusa e sei que preciso estudar mais sobre isso, mas o que a Igreja nos ensina?

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  6. desculpe o tema, postei errado hehehehe

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  7. "Se um padre não está no altar e não está no confessionário, está provavelmente perdendo tempo." O senhor tem toda a razão !

    Infelizmente alguns padres acham que padre = assistente social, porque toca a abrir ONG...

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  8. MAITE:
    Alem do confessionario todo dia, da missa diária, tenho uma ONG sim (CASA) que acolhe 140 crianças de rua. São 280 140 almoços todo dia - 140 cafes da manhã e 140 cafés da tarde. Soma isso por semana e por mês... SEM NENHUMA AJUDA GOVERNAMENTAL....
    Só com ONG e caridade.

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