Politica Eclesiástica Para Conservadores Campanha Da Fraternidade Dom Tomás Balduíno No Inferno, uma novela piedosa Grande Biblioteca Sobre Comunismo


No mais, pela ferramenta da publicação a distância consigo publicar algumas meditações antigas devidamente estocadas nos meus Papéis Avulsos...

Um problemão visto a distância não é tão ruim, e um probleminha de perto é uma tragédia. Uma montanha longe é tapada com a ponta dos dedos mas para uma criança o quintal de sua casinha é uma imensidão. Mais dói o corte de papel no nosso dedo que um infarto no vizinho.

O Sol está entre as menores estrelas brilhantes da Via Láctea, mas aqui na Terra nada brilha mais que ele. Em contrapartida um vaga-luma a noite brilha mais que as distantes supergigantes Sírius e Antares que são mil vezes maiores que o Sol.

Tudo na vida é perspectiva. Agora pense na perspectiva de Deus ao considerar seus problemas e pense como ele, que é infinito, dá mais atenção e amor aos vagalumes humanos que as brilhantes estrelas da corte dos anjos. Pense na enormidade que foi Deus morrer, e morte humilhante de cruz, por um homem. Não foi uma Antares destruída por um grão de areia, foi o próprio infinito que voluntariamente se aniquilou para salvar não só criaturas, mas criaturas pecadoras e indignas.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Um sintoma terrível de inveja ou raiva oculta é você secretamente se incomodar com elogios verdadeiros a um terceiro.

Exemplo, se você ouvir "Como o João é gentil", sendo que o João não é um completo crápula notório, e se você sentir a vontade (mesmo que não faça) de dizer "Não!" é que tem um sentimentozinho, um viciozinho lá no fundo roendo. Pode até ser que só você saiba que o João é um canalha, neste caso é excusável. Mas se tecnicamente o João não é mau e você sente aquela vontadezinha de retrucar ou mitigar, do tipo, "nem tanto" ou "eu sou mais" ou "o meu amigo Paulo é mais", combata essas sementes de orgulho e inveja que estão lá feito batatinha de tiririca na sua alma. 

Temos de ter a capacidade de ouvirmos elogios sinceros à terceiros sem nos incomodarmos. Isso é uma bem-aventurança. O João é bom, e se for bom mesmo, complemente dizendo que ele é ótimo, excelente pessoa, bom amigo e pai zeloso. 

A virtude cardeal da Justiça é dar a cada um também o seu mérito.
Não há diferença na essência do terror do Estado Islâmico e do terror eleitoral petista em desespero. O que um faz cruento com facas, o outros faz incruento com mentiras (porque as leis da República vacilam mas resistem à ditadura sangrenta aberta). Mas o Mal essencia é o mesmo. 

E é incruento em termos. As decapitações no Brasil são terceirizadas para o PCC, as Farc, os jagunços do MST, os amigos do Celso Daniel e do Toninho de Campinas, drones misteriosos atingindo jatinhos, serviço secreto cubano e venezuelano...

Aliás, meu aviso ao Estado Islâmico: 

Não adianta vocês fazerem decapitações para ameaçar Obama, Cameron e Holande.

Eles já não têm cabeça. Eles não vão ficar com medo.
Pela milésima vez:

Sentido denotativo é o sentido literal da expressão. Decorem: DEnotativo é de DEscrição.

Exemplo: "Eu cai sentado e machuquei a bunda."

- Bunda é bunda. Quem cai sentado literalmente machuca a bunda.

Sentido conotativo é o sentido figurado das palavras, é a metáfora. Decorem: COnotativo é "COmo se fosse"

Exemplo: "No deserto, vencendo as tentações, Jesus chutou a bunda de Satanás"

- Ora, sendo Satanás um espírito, ele não tem bunda que seja chutável. "Chutar a bunda" significa despedir de maneira humilhante, em sentido figurado, com a mesma sensação de vergonha de ter o traseiro chutado



Alguém irá me invectivar a gracinha mas em verdade em verdade eu vos digo: nunca mais esquecerão a diferença entre sentido conotativo e denotativo assim!

Se Jesus disse nos evangelhos "A" e os Apóstolos (e sucessores) ensinam que é "A", ora bolas, é "A". Ponto final.

Ponto final.

Não insista. Só se discute como faremos "A" ser mais divulgado. Jesus disse que nem um i (ou j, depende da tradução) cairiam da Lei Divina. Então não tirem um ensinamento inteiro dela. Apenas Jesus Cristo, o Verbo, teve capacidade de dar a lei divina, deu de maneira velada, junto do Pai, a Moisés no Monte Sinai e deu em definitivo e as claras nos Santos Evangelhos aos Apóstolos e à Igreja católica. Nossa Senhora, a maior de todas as criaturas em perfeição e glória, em sua sabedoria disse nas bodas de Caná: "Fazei tudo o que Jesus vos disser". Não dá para ir além de tamanha sabedoria comprimida.

Mesmo que eventualmente discutamos se tal santo disse assim e outro disse assado, trata-se apenas de uma comparação de espelhos, a luz vem de um só lugar, do Sol que é Cristo, os santos, papas e teólogos da Igreja apenas a refletem nos tempos em que vivem. Todo ensinamento vem de Cristo, o único ensinamento é o de Cristo. Nestes últimos 2000 anos apenas repetimos Cristo com o auxílio do Espírito Santo. Disse Santo Antônio, disse São Tomás, disse Santo Agostinho, disse Santa Teresa, em certo sentido apenas repetiram fielmente como bons alunos que eram, quem disse foi o Cristo, eles dizem apenas o que Cristo ordenou que dissessem, eles crêem no que o Cristo disse. Todo santo é um fiel imitador de Cristo, nos ensinamentos e na sua vida. 

Mas vivemos num tempo de relativismo, fujam dele! Se Jesus disse "A" é "A". Não é B nem C, nem AB nem ABC. Nem que é "a minúsculo" ou "A conforme a conveniência". Não tem "veja bem" nem "sim e não" nem "depende". "A" é "A" e não pode ser B se B não é igual à "A". Esta é a regra dos santos, esta é a regra que FAZ os santos.

Nisso se resume toda boa exegese e teologia. E o que vier além disso vem do Maligno.


"O senhor deve ter faltado à aula de exegese bíblica."

À aula de exegese relativista e herética eu faltei mesmo. Deve ser dessa aula ai que você está falando.

"Em nenhuma dessas citações Jesus pregou sobre o Demônio, mas sobre a salvação. Vigilância para se manter num caminho de conversão que leva à salvação. Me desculpe mas quem está colocando a ênfase no demônio e o senhor frei e não Jesus."

Ui, ui, ui, que bom-mocismo! Isso é papo furado bom para ONG e maçonaria, não para um católico fiel seguidor de Cristo. Temos três inimigos, o Mundo, a Carne e o Demônio, é doutrina da Igreja. Se todos estão a favor e apenas devemos ser bonzinhos, então estamos todos juntos, né? Relativismo demoníaco.

Olha o tamanho da BOBAGEM que você tem o despudor de escrever, numa distinção de emergência. Como é que é? Jesus que deu poder e enviou os discípulos a libertar os homens do demônio, seja pelo pecado, seja por ações mais diretas, onde a possessão é um caso extremo, vem me dizendo que Jesus não ensinou a combater ao Mal e ao Pai da mentira???

"Em nenhuma dessas citações Jesus pregou sobre o Demônio, mas sobre a salvação". Que bela figura retórica, que contrafação contra o Cristo que ensinou tanto sobre o Maligno, com palavras e atos. Este argumento é tanto mais furado quanto pode ser usado em qualquer ocasião. Uma analogia:


Imagine um advogado defendendo um réu de furto, diante do juiz: "Em nenhum artigo do Código Penal se fala sobre o furto, mas sobre a cidadania.". Ora, tenha a santa paciência já que a santa doutrina não tens! É óbvio que um juiz iria esfregar o Artigo 155 na cara de tal advogado relativista, que protestaria dizendo que "quem está colocando a ênfase no furto é o senhor juiz e não o Código Penal". Ridículo! Felizmente tal advogado não existe, seria ridículo demais, mas tal "teólogo" se arroga a ser assim. O sujeito vem falar bobagem negando ensinamento da Igreja, eu esfrego suas fuças heréticas no santo evangelho para ele ler o que está escrito e agora me vem com "ênfases"??? Estar escrito não é "ênfase" o suficiente? Essa é boa. Agora somos culpados de "ênfases" pro citarmos as santas palavras de salvação de Jesus!!!

Eis o relativismo. Não vale o que está escrito, vale o que o "teólogo e exegeta" em seus valores tortos diz. Não vale o que Jesus ensinou e a Igreja católica repete, vale o que o sujeito afirma. Ele sabe o que disse Jesus além do que está escrito nos Santos Evangelhos, ele conhece Jesus mais que Mateus, João ou Pedro. Este mesmo Jesus que disse que o sim seria o sim, o não seria o não "e o que vem além disso é do Maligno". Não só Jesus ensinou o dever de lutar contra as obras do Demônio como mostrou que o relativismo É DEMONÍACO POR EXCELÊNCIA.

Talvez por isso o tal se incomode. Falei mal do chefe!

"Caro frei... o senhor mistura exegese bíblica com dogmática... fez teologia por correspondência?"

Pelo péssimo nível do que você diz, nem este curso por correpondência você fez, hein?

Apenas quem tem um asno entre as orelhas compartimentaliza uma ciência fora do estrito ambiente de ensino. Como se houvessem compartimentos estanques! A Exegese está a serviço do ensinamento da doutrina da Igreja, assim como a Dogmática, assim como a Moral, assim como a Metafísica, assim como a Angelologia, assim qualquer outro ramo. 

Imagine só um físico falando "Estamos discutindo Mecânica Quântica e agora você usa conceitos de termodinâmica?" - como se tudo não fosse leis universais da física.

Imagine só um promotor falando "Estamos discutindo direito penal e agora você aventa direito civil?" - como se não houvesse um único direito.

Imagine só um literato falando "Estamos discutindo romantismo e agora você faz analogia o simbolismo?" - como se os movimentos fossem estanques.

Imagine só um matemático falando "Estamos discutindo trigonometria e agora você recai em  álgebra?" - como se a matemática não fosse um todo coeso.

Imagine só um gramático falando "Estamos discutindo sintaxe e agora você argumenta com ortografia?" - como se a língua tivesse pequenos compartimentos.

Só nesta cabecinha torta a Exegese Bíblica pudesse ser separada do dogma de fé, como se não fosse a Escritura de onde se haurisse o ensinamento da dogmática. Para que fazer exegese então? Se não há doutrina, prefiro fazer a exegese de um poema de Rimbauld ou de um livro de Machado. A Bíblia é a Bíblia porque a doutrina diz que ela é inspirada, caso contrário não teria mais interesse do que despertam a Ilíada ou a Epopéia de Gilgamesh. É a doutrina que nos faz ler a Bíblia, não suas virtudes de literatura.

"Se publicas um artigo devias ser capaz de discuti-lo até mesmo para ter um efeito apologético. Mas seus argumentos sao tao mal colocados, sem lógica e sem conteúdo sustentável. Que pena. Achei que o senhor era capaz de um debate maduro. Cuidado. Por falar tanto em Demônio ele deve estar embotando sua mente."

Mimimimimimimimimimi... levou pela cara e agora cai no chão e simula falta, numa falsa superioridade de quem levou um chute no traseiro. "Debate maduro" é o sujeito que manipula rótulos e é incapaz de chegar a uma negativa do que escrevi usando lógica. Discutir o quê?  Eu discuto o que pode ser dicutido, não a santa doutrina celeste, esta eu acato, pois é palavra de salvação. As palavras de Jesus não merecem discussão, e sim serem aceitas. Você nega as palavras claríssimas de Jesus, não tenho parte contigo! Minha parte é com a Igreja, com Jesus, com nosso Santo Padre, com os mártires, anjos e santos!

Contra negantem principia non disputatur. Você nega as palavras de Jesus e a doutrina da Igreja, nem quero saber de gastar tempo com você. Dirijo-me ao rebalho de Cristo. Aliás, de todas as estupidezas das quais já me acusaram, não ser apologético é a primeira. Eu chego a perder rigor teológico para ser apologético várias vezes nestes últimos cinco anos escrevendo em blog. E como assim "falar tanto" do Demônio? O que é "falar tanto"? Escrevi uns pares de artigos recentemente, em cinco anos de blog. Eu falo que que precisa ser falado, quando quiser. Ah, isso sim é falta de argumento.

De resto, por que insistes aqui? Há um mundo na internet para leres.

Mas se quiser vir aqui na minha casa para falar, aqui é uma casa católica, e a teologia aqui é aquela das boas, não mimimimimi de quem fala muito e tem pouco conteúdo.