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Tem um ditado árabe do deserto que diz: "Não se implora ao Sol por piedade". Ou seja, não espere compaixão de uma força natural, ela age e não pensa nem sente. O Sol vai te matar no deserto por mais que você peça. Ele não te vê, nem te ouve, apenas brilha implacavelmente.

As leis da economia em certo sentido também são forças naturais, ainda que geradas pela somatória das atividades humanas. Esta crise que estamos vendo no Brasil é simples causa e conseqüência do nosso desgoverno gastão e taxador, que gasta mais que arrecada e vampiriza as forças do país. Durante a bonança, nada fez para aumentar a produtividade, fez todos se endividarem, gastou até as tampas e roubou a não mais poder numa escala faraônica de roubalheira. Qualquer obra do governo custa mais que New Horizons, e o velho Quéops se consideraria econômico ao ver a gastação de dinheiro público aqui.

Não se implora ao Sol por piedade. Somado a isso, o brasileiro continuou mantendo os vampiros no poder. Agora a conta chega. A pirâmide do consumo caiu, e caiu de vez o castelo de cartas. O sonho acabou, a conta chegou, a indústria se arruinou, o dólar disparou e o governo não economiza. A cigarra cantou cantou e cantou, mas não há formigas, não há poupança.

As leis da economia são implacáveis como o Sol. Não reclamem do sistema, reclamem de quem gastou mais que arrecadava, reclamem de quem votou nos bandidos.

Não se implora ao Sol por piedade.

E a crise veio.
Terrível.
Sem piedade.

Os hebreus NÃO CONSTRUÍRAM as grandes pirâmides de Gizé, nem as menores de Saqqara e Abusir (há mais de vinte pirâmides no Egito). As pirâmides já eram velhíssimas e já estavam inclusive saqueadas e limpas na época do Êxodo, com os faraós preferindo ser enterrados em tumbas subterrâneas. As pirâmides foram construídas na III-VI dinastias na região ocidental de Mênfis. A história de José se passa no Segundo Período Intermediário e o Êxodo provavelmente se passa na XVIII-XIX dinastias na região oriental do Delta, a própria Bíblia diz isso, citando Pi-Ramsés e a terra de Gessen. Há inclusive uma estala do faraó Merneptah, o filho e sucessor de Ramsés II o Grande, dizendo que "destruiu Israel". Se há obras feitas pelos hebreus soterradas, infelizmente estão numa região muito desfavorável para manter as ruínas, que é úmido e altamente urbano Delta oriental. A tumba dos filhos de Ramsés II (KV 5), infelizmente, estava tão soterrada e saqueada que não se encontraram múmias ou evidências do Anjo Vingador da X praga do Egito.

É que tamanho foi o esforço da construção das grandes pirâmides que elas foram para sempre associadas à escravidão. Mesmo Heródoto em sua História conta uma lenda que Quéops/Khufu e Quéfren/Kafre fizeram as grandes pirâmides como castigo aos egípcios. Três gerações deveriam castigar os egípcios, mas o terceiro faraó, Miquerinos/Menkaure, decidiu fazer uma pirâmide menor e os deuses o castigara com uma morte precoce por isto. Infelizmente, não sabemos onde Heródoto ouviu isto, porque não há correspondência em nenhuma evidência arqueológica egípcia. Qualquer pessoa da Antiguidade, seja grego ou judeu (vários moravam em Alexandria), ao ver as pirâmides deve ter se perguntado quantos milhares de escravos foram necessários (ou oníricos dispositivos alienígenas, se você dar ouvidos ao ridículo (Anti-)History Channel).
A verdade é que hoje em dia sabemos que os construtores das pirâmides eram trabalhadores livres e assalariados, recrutados da mão de obra ociosa durante as enchentes do Nilo (Quem diria, os faraós eram keynesianos!!!). E que cortar e arrastar aqueles blocos não era tão difícil quanto parece. O tema é longo. Dado a importância do Egito no Antigo Testamento, é impossível não estudá-lo ao estudar a História Sagrada.


Você pode rezar mil vezes, mil anos, se não for a vontade de Deus  ele não vai realizar. As pessoas tem uma concepção errada da oração, como se ela fosse uma variante do pensamento positivo, se você rezar muito, força a ação de Deus. Jesus sempre ensinou da importância da oração, e ele mesmo era um mestre da oração, mas nunca garantiu que bastava orar para "acontecer". Deus não é um universo descerebrado, mágico e mecanicista que basta fazer as "palavras mágicas" com "força suficiente" para "acontecer" como se vende hoje em dia.

Sim, Moisés fazia Israel vencer Amalec erguendo os braços em oração porque Deus desejava a vitória sobre Amalec com as armas de Josué e a oração de Moisés. Sim, Deus não dará uma cobra a quem pede o ovo pela sua vontade, mas pode não querer dar o ovo naquele momento.

Querem um exemplo de oração não atendida? No Horto, o próprio Jesus chorou até lágrimas de sangue. Sua oração não foi atendida, mas Deus mandou um anjo para consolar seu Filho. É verdade que Jesus rezava corretamente, pedindo, de fato, mas se conformando à vontade do Pai. Mas ainda assim, afastar a Paixão não era a vontade de Deus.

Orem. Orem muito. Deus não mandará cobras quando pedirem pão. Mas conformem-se à sua vontade se ele julgar que não é o momento de receber o pão. E se a Cruz vier inevitavelmente, ele há de mandar um anjo consolador. Se Deus não afasta, em sua sabedoria, o mal, há de dar os meios para suportá-lo. Coisa ruim da oração não virá. 

Orar "com fé" não é fazer uma caricatura de fervor. É saber que Deus ouve, Deus julga e Deus dará o melhor, conformando-se à sua vontade.
Sempre que você lê algum autor, é natural que acrescente ao seu cabedal citações e idéias dele, afinal, algo você aprende, nem que seja o ponto de vista do autor (que pode não necessariamente ser o seu).

Mas é impressionante que logo em seguida, um brasileiro médio, ao ouvir você citando diz "Cuidado para que você não seja influenciado por ele" como se algum conhecimento misterioso, arcano, gnóstico, pecaminoso pudesse "aderir". Toda vez que me pego com um livro nas mãos, seja Platão, Schopenhauer ou até Santo Agostinho e vou citando as coisas que vi lá, é o mesmo alerta "cuidado para não se influenciar" e virar - oh horror dos tolos! - um platon"ista", um schopenhauerian"ista" ou um agostinian"ista".

Quem menos lê na vida é quem mais alerta sobre "influências". De fato, solo virgem não tem influência de sementes. Quanto mais ignorante alguém, menos influências de leituras terá. Na verdade tem influências, e muitas. É que não percebe a influência sodomita da Globo para falar de você eventualmente lendo Schopenhauer ou Platão.

Os imbecis - e podem ser até imbecis disfarçados de apologetas católicos - acham que sua cabeça é uma gigantesca bunda exposta na janela para servir a quem chegar perto. E eles mesmos não percebem o quanto são meretrizes da ignorância e do obscurantismo.

Se a Deus ignorasse nossos pecados e vícios e só considerasse nossas virtudes e méritos, que tremendos santos, ou mehor, verdadeiros anjos nós seríamos!

Mas Deus, por ser justo, leva em conta a tudo... Nós homens, que só sabemos estar ora na hagiografia ora na catilinária, queremos pintar ou santos ou crápulas.

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Afirmar que não deveríamos reclamar da invasão e perversão comunista na Igreja e dizer (em construções teóricas que não resistem a um estudo das próprias palavras de Antônio Gramsci ou Saul Alinsky) que deveríamos ignorar por jogo de cena político para não validar a corrupção é a mesma coisa que dizer que Cristo não deveria demonstrar sofrimento na cruz, e sim dar risadas e dizer que estava tudo bem, porque supostamente se demonstrasse sofrimento apenas "referendaria" o castigo querido pelos sumo-sacerdotes. Ou seja, é ser prejudicado e ainda ter de sorrir dizendo "as uvas estão verdes" ou "nem doeu".

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Gente, a obediência não é um mérito em si, ela tem o mérito daquilo ao qual é destinada. Trocando em miúdos, não é meritório ser obediente para fazer as coisas erradas. Até os demônios são obedientes ao que manda Satanás.

RComo se pode ensinar por ai um evangelho islamizado de submissão total a algum membro do clero, se mesmo Jesus, na parábola dos pastores e mercenários, previu que muitos mercenários se disfarçariam de pastores? O próprio Jesus disse que as ovelhas ouviriam a sua voz, ou seja, saberiam reconhecer quando o ensinamento vinha dele ou dos mercenários. São Paulo, na mesma linha, ensinou que mesmo se um anjo do céu - veja bem, um anjo do céu! - ensinasse algo diferente da doutrina dos apóstolos, que fosse anátema, isto é, o velho termo do Antigo Testamento de algo destinado à destruição, ou seja, ao interdito, à proibição. A Igreja veio sobrevivendo às grandes heresias e cismas justamente porque não se segue uma obediência bovina aos homens, mas sim a Deus, o senso da fé dos fiéis reconhece quando se ensina algo diferente, algo em contradição com o ensinamento de papas e doutores anteriores. Hereges, apóstatas e cismáticos houve as pencas na História. No mínimo, a prudência recomenda que diante das polêmicas não se saia por ai enfiando o dedo na cara dos perplexos e chamando aos outros de falsos católicos quando apontam contradições, nem exigindo submissão islâmica a este ou aquele clérigo, especialmente quando o tema é mais de política que de doutrina mesmo. Ah, e a História mostra como nosso clero já se enganou em matéria política! Quanto dano isso deu à Igreja! Faz parte. Jesus prometeu invencibilidade à Igreja como um todo, não uma vida de glórias e sem cruzes. Jesus rezou pela unidade porque sabia como ela era difícil, verdadeiramente um milagre do Espírito Santo.

Além do mais é sempre uma obediência seletiva de que os poderosos do mundo pedem. Os poderosos pedem obediência total quando ela ajuda ao seu projeto de poder, mas quando é sobre a questão gravíssima da formação das famílias, ou do interdito ao aborto, ai o clero é retrógado, medieval, e sempre suspeito de pedofilia.

Por fim, o próprio São Paulo criticou a divisão de fiéis por conta de lideranças da Igreja, uns se dizendo de Paulo, outros de Pedro, outros de Apolo (o missionário). Somos católicos, nossa luta é pela ortodoxia, o mesmo ensinamento. Ou seja, não queiram se dizer os campeões de Pedro para deprimir aos que discutem o que disse Paulo ou Apolo. Até porque uma vez nos tempos apostólicos Paulo precisou dar uns puxões de orelha em Pedro.


"Nos últimos anos, depois de tantos mal-entendidos, muitos países latino-americanos viram crescer a fraternidade entre os seus povos. Os governos da região juntaram seus esforços para fazer respeitar a sua soberania, a de cada país e a da região como um todo que, de forma muito bela como faziam os nossos antepassados, chamam a «Pátria Grande». Peço-vos, irmãos e irmãs dos movimentos populares, que cuidem e façam crescer esta unidade. É necessário manter a unidade contra toda a tentativa de divisão, para que a região cresça em paz e justiça.

Apesar destes avanços, ainda subsistem factores que atentam contra este desenvolvimento humano equitativo e coarctam a soberania dos países da «Pátria Grande» e doutras latitudes do Planeta."


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Opa, o papa simplesmente não deixou na Bolívia as "condecorações". Ele dedicou a Nossa Senhora de Copacabana. Isto inclui o colar com a foice e o martelo que usava.

(ACI Digital) “Agradeço o carinho do povo boliviano e agradeço este detalhe, esta delicadeza do Senhor Presidente e gostaria de deixar estas duas condecorações à Padroeira da Bolívia, à Mãe desta nobre Nação para que Ela sempre se lembre do seu povo”.

Meu Deus... Meus amigos me desculpem, mas não me parecem palavras de reprovação...