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É sinal de grande deficiência intelectual ler um texto apenas para concordar com ele ou para refutá-lo. Você tem de ler um texto primeiro para entender o que o autor quis dizer, o raciocínio que ele quer transmitir. Depois, só depois tomar partido, se e somente se houver partido para se tomar. Frequentemente não há. 

Quem vê toda atividade intelectual como um gigantesco nós contra eles deveria se dedicar à briga de gangues ou a alguma guerra civil.

Na verdade, quem faz isso, dividindo o mundo entre preto e branco, entre autores proibidos e católicos, no fundo é vítima de nossa educação de intensa ideologização, e acaba levando isso para seus estudos de religião e filosofia. Hoje em dia, o jovem é deseducado a tentar ver "intenções" em todos os trabalhos, tudo é uma gigantesca conspiração de interesses em que 2+2 depende da intenção secreta do autor. Você até consegue se livrar da associação entre bondade e esquerda, mas essa miopia intelectual de dividir o mundo entre nós versus eles, você ainda a trás consigo.

Nosso Senhor foi bem realista ao dizer que no campo do nós, o trigo, havia eles, o joio, misturado. E pediu que não arrancassem o joio, para não levar o trigo embora por engano. São Paulo também recomendou aos tessalonicenses que examinassem tudo e ficassem com o que é bom. Nem toda comida oferecida a gente come. As vezes, ao ler algum autor, você naturalmente percebe coisas boas e ruins no que ele diz. Mesmo na sua alma, você vê boas aspirações (as virtudes) e más inclinações (os vícios), ficando com as virtudes.

Ou seja, supor que o homem é tão tolo que não saiba separar o que há de bom do que há de ruim é supor que não saberíamos separar as inclinações da virtude e dos vícios em nossa própria alma. E pior ainda, podemos deixar de ler algum autor, mas não podemos fugir de nós.
Vincennes, Paris


- ... porque na Idade Média era assim assado...
- Qual século e em qual país?
- Como assim, na Idade Média!
- Qual época?
- Idade Média!
- Dez séculos é tempo pra burro. Qual ano?
- Idade Média!
- Qual século então? Oito? Dez? Doze? Catorze? O Catorze foi bravo...
- Idade Média!
- Tá tá... em qual país?
- Estou dizendo que foi na Idade Média! Não tinha país, era só a Igreja que mandava em tudo e queimava quem discordava.
- Ok, em qual reino?
- Seu burro, eu disse que era na Idade Média!
- Portucale? França? Astúrias? Mércia? Egito? Córdoba? Pérsia? Império romano?
- Ahaha, seu burro, se era Idade Média não tinha Império Romano!
- Ah, não tinha? E o Oriente...
- Não, era tudo Inquisição e Cruzadas!
- Ai meu Deus...
Os episódios do massacre do Charlie Hebdo e da Suprema Corte gayzista americana escancararam a divisão que há nas forças anti-esquerda, os conservadores e os libertários/liberais, o que pode habilmente ser capitalizado pela esquerda jogando com um ou com outro.

No caso do Charlie Hebdo, nós, conservadores, magoados com os ataques que o jornal fazia a religião cristã também, ficamos salobros, horrorizados pelo atentado em si, mas não pelo ataque à imprensa. A esquerda capitalizou porque validou seu discurso que a liberdade de expressão tem limites, o que ela usará contra todos e suas crenças.

No caso da corte americana, os liberais/libertários apalermadamente saíram celebrando uma conquista da liberdade de associação. A esquerda capitalizou porque ajudou a degradar a família tradicional e validou que o Estado tem poder de definir o que é a família, o que usará contra todos e suas crenças.

Enfim, enquanto estes dois grupos não souberem ter uma agenda comum para atacar o inimigo comum da esquerda, coexistindo com suas nem tão grandes diferenças, a esquerda, plástica e sem outro objetivo senão aumentar seu poder, vai saber lidar com as oposições e crenças de seus inimigos para ter vantagens políticas. E sempre vai crescer, porque sempre muda o discurso e fatura.

O dia depois do ‪#‎LoveWins‬ de 1900 Antes de Cristo. (Gênesis 19)
Ops, não, péra...

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Se é verdade que o Facebook fez (ou fará, porque os dados estão nos servidores se quiser fazer) uma pesquisa para saber o impacto que as bandeiras do arco-íris de Sodoma têm no comportamento, então criar uma resposta (seja as cores do Vaticano, a Sagrada Família, ou qualquer coisa) TAMBÉM ALIMENTA a base de dados deles...

Melhor sempre é ignorar. Aliás, qualquer um pode constatar que estes malditos arco-íris já romperam diversas amizades.

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Em resposta ao arco-íris de Sodoma, que estão colocando nas fotos do facebook, muitos católicos estão colocando fotos branco e amarelo em resposta, as cores do Estado do Vaticano. Só alguns comentários mordazes:

a) Olhando de relance parece um arco-íris desfeituoso, então a comunicação visual está ruim. Vc pode involuntariamente apoiar o gayzismo para alguém distraído.

b) Branco e amarelo como as cores do Vaticano é coisa de uma igreja atrasada, apegada ao passado, de costas aos pobres, fechada aos novos relacionamentos, barroquista e medieval! A moda agora no Vaticano é o VERDE, kkkkkkkk...

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- Ahahah, frei bobalhão, se o facebook é tão gayzista e esquerdopata, por que você insiste em ficar nele???
- Ahaha, se a Igreja é tão retrógada e anticomunista, por que você, esquerdopata excomungado, insiste em ficar nela???



Fonte do site do Paulo Ricardo
Abade Alcuín de Tours
Esterco é esterco, né? Mas serve para fertilizar as plantas. E aquela mijadinha básica que o cachorro dá nos arbustos? É ouro puro de nitrogênio para as plantas, ainda que irrite demais se feito nas coisas dos homens.

Bem, uma das coisas mais curiosas na História da Igreja é que as heresias também involuntariamente contribuíram para a expansão da fé. Isso é muito curioso, porque a heresia é mal de fato, um pecado, mas Deus sabe usar o esterco para fertilizar a planta da Igreja.

Por exemplo, o arianismo foi uma heresia terrível, mas foram os missionários arianos quem converteram os bárbaros godos ao cristianismo. Uma vez no Império, eles abandonaram a heresia, e sem dúvida nenhuma é mais fácil sair de cristão ariano para católico que de pagão para cristão. Da mesma maneira o gnosticismo foi bastante sedutor para converter às classes altas do Império ao cristianismo. O montanismo, em sua fúria de propaganda, fazia mártires demais (até mesmo desejando sê-lo) o que no final redundava em publicidade ao cristianismo em si. Finalmente, sem o desapontamento com o maniqueísmo, não teríamos um Santo Agostinho tão enfurecido no fervor apologético.

Estas heresias sem dúvida são más. Porém de maneira misteriosa, concorrendo ao bem, este esterco do mal foi usado por Deus para fecundar a árvore da Igreja. É claro ensinamento da Igreja que Deus permite o mal as vezes para tirar um bem maior. Eis um exemplo. Lógico que muito mérito seja dado aos homens que combateram estas heresias, e que purificaram os erros para a perfeita unidade da ortodoxia da fé.
O verdadeiro enigma das pirâmides é porque os egípcios, tão inteligentes, fariam a maior obra da Terra apenas para avisar aos ladrões: "Aqui tem uma tumba real recheada de ouro protegida por um cadáver seco".

Ah, sim, havia maldições escritas nas paredes que só serão entendidas por sacerdotes altamente letrados (não exatamente o perfil do saqueador de sepultura) e precisarão, no mínimo, de luzes de tochas para serem vistas e botar medo no bandido. Aqui entre nós, se você está numa tumba claustrofóbica com um sarcófago cheio de ouro a sua frente, não vai ler muita coisa na parede.

É impressionante como nem mesmo os egípcios ligavam para a própria religião, já que os arqueólogos estimam que as tumbas eram saqueadas na própria Antiguidade, e mesmo a época do Êxodo as pirâmides já deviam estar completamente rapadas. No reinado de Ramsés III foi encontrado um papiro com o "processo penal" de saqueadores de sepultura de Ramsés II o Grande e seus filhos. Imagine, um egípcio médio via colossos e inscrições de Ramsés II cada vez que punha os pés fora de casa, iam ter coragem de saquear justo a tumba dele ainda mais sabendo que o Ramsés III iria tomar a dores do vovô?

Por outro lado, os velhos faraós sabiam que as pirâmides foram saqueadas mil anos antes deles mesmos. Eles sabiam que as tumbas eram saqueadas o tempo todo, mesmo as escavadas, e todo mundo sabia onde ficava o Vale dos Reis (até porque milhares de egípcios moravam lá para trabalhar nas tumbas, e sabiam certinho onde ficavam). E mais, pela própria religião pagã egípcia, todas as tranqueiras nas tumbas junto das múmias eram necessárias para o descanso do rei. Pensar que de Quéops da grande pirâmide não sobrou nem um nadinha, nem uma estátua, apenas um sarcófago em meio a pedras. Ou seja, o próprio faraó teria um destino miserável tendo sua múmia avacalhada e sua sepultura rapada. Se os egípcios tinham razão, que fim levou o velho Quéops que nem mesmo sua múmia existe?

Fico pensando que mesmo o malvado faraó do Êxodo (Amenófis II ou Merneptah, ambos com as sepulturas rigorosamente saqueadas) não devem ter ficado aliviados ao se derem conta que não havia reino de Osíris nenhum no além, onde precisassem de múmias, vasos canopos, sarcófagos, móveis, jóias, livro dos mortos, talismãs, feitiços, templos funerários e tudo o mais, tentaram levar tudo isso para o além e deve ter terminado sendo vendido num mercadinho de Tebas. Melhor enfrentar o Deus daqueles obscuros escravos hebreus, que apesar de terrível com suas dez pragas, era justo no julgamento e não exigia que o defunto levasse tantas bagagens além da sua alma.